Dormir até tarde

Dormir até tarde

                              Como é gostoso poder Levantar ao meio dia Ao acordar o almoço já estar pronto Feito por quem ama vo...

sexta-feira, 23 de março de 2018

Celular






Hoje ninguém vive sem!
Trim!
Mensagem do whats
Trim!
Mensagem do Messenger
Trim!
Ligação
Trim!
Sms
Trim!
É celular
No trabalho
Na faculdade
Em casa
Antes de dormir
Somos movidos a
Sons de trim, trim!!!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Livros!







De diversas cores
De diversos autores
De variadas histórias
Assim são os livros!
Com alguns
Dá se muita risada
Outros nos fazem chorar
Tem os que deixam a gente nervosa
Também alguns nos dão medo
Tem os que são puro suspense
Escolha o seu estilo
E se delicie
Lendo um livro.

domingo, 18 de março de 2018

Churrasco






Hoje é domingo!
Que tal um churrasco?
Reunir a família
Todos juntos
Com salada e
Maionese
Com música
Para alegrar
O ambiente
Na hora de sentar-se
A mesa
Todos conversam
Alegres!
Ah! A magia dos almoços
De domingo...

sábado, 17 de março de 2018

Escrever







Escrever é algo
Tão sublime
Tão esplêndido!
Experimente essa sensação
Escreva seu primeiro verso
Ou então, sua primeira história
É tão bom poder
Expressar sentimentos
Realidades vividas
Ou fictícias
Encantar o leitor
E depois conquistar o mundo
Escreva e descubra-se


sábado, 10 de março de 2018

A MALETA (Meu primeiro conto) (Novo capítulo)



Capítulo 1 – A fuga

Passava da meia noite. Finalmente estava com o dinheiro e com o celular. Ela só pensava em voltar para casa. Estava feliz, pois agora seu avô poderia fazer o tratamento da doença que o estava matando aos poucos, no entanto agora ele teria a chance de viver por mais alguns anos.
Bárbara estava a pé, com uma maleta pesada nas mãos, tudo havia sido cuidadosamente calculado, só precisava caminhar algumas quadras e chegaria ao seu destino. Pensamentos a atormentavam em como conseguiria pagar aquele dinheiro, era uma considerável quantia, que ela havia recorrido a uma fonte perigosa e duvidosa.
Faltando uma quadra para chegar a casa, foi quando seu tormento começou,  quatro caras mascarados apareceram e disseram:
_ Passa a maleta.
Atônita e em pânico, só pensou em correr, correu muito por uma viela escura, que por descuido os caras não haviam cercado, correndo Bárbara pensava: “valeu os anos praticando corrida”, depois que estava distante de sua casa, lembrara que os caras estavam armados, e pensou no sufoco que seria para seu avô, caso ela morresse, seu avô, só tinha ela de parente viva. Pensava também na governanta que deixara aos cuidados do seu avô, aquela mulher era estranha e lhe dava medo.
Agora o que fazer? Quem eram aqueles caras? E como podiam saber que na maleta havia tanto dinheiro? Não podia voltar para casa de seu avô. Seria perigoso para o vovô. Mas ele precisava do tratamento e de remédios caros. Quanto tempo ele ainda aguentaria? Ela prometera salvá-lo.
Pensou em recorrer às amigas, mas todas as haviam sumido de sua vida há muito tempo.  Andou mais alguns quilômetros até achar um prédio abandonado e decidiu que ali passaria a noite. Estava suada, com fome, mas decidiu que dormiria ali com um olho fechado e outro de olho na maleta. Estava arrependida de não ter ido buscar ajuda financeira em um banco, no método convencional, mas recordou que ela e o avô estavam completamente falidos e endividados. Seu avô sobrevivia da pensão por morte da esposa e o dinheiro ia para pagar a governanta, luxo que ele não se desfazia, alimentos e alguns medicamentos.  Novamente pensava: Quanto tempo ele aguentaria esperar? Ela prometera salvá-lo.
Bárbara, enfermeira muito dedicada ao trabalho, havia pedido licença do hospital para cuidar de seu avô. Há muito tempo largara a vaidade e só pensava em tentar curar seu vozinho que amava tanto.
Em tantos devaneios, lembrou-se da pessoa que havia ido procurar aquela noite, a fonte do seu dinheiro, recordou-se com terror a frase que repercutia em sua mente:
- Esse dinheiro nos ligará até a morte.
            Enquanto isso, Bernardo avô de Bárbara aguardava ansioso a governanta lhe trazer a janta. Queixava-se de muita dor e tremores no corpo todo, fruto da sua doença degenerativa. Esperou com cautela Sosô como chamava a mulher que cuidava dele, trazer a janta, quando ela saiu, ele misteriosamente sem sofrimento algum ficou em pé.
            Desceu numa agilidade incrível (muita agilidade para alguém que dizia que estava a beira da morte) as escadas da sua luxuosa casa, comprada nos tempos de abundância, abriu a porta e uma limusine parou para pegá-lo. Afoito, olhou para o motorista e disse:
- Nossos planos não deram certo. Temos que acha-la o quanto antes.
- Meus melhores homens estão a sua procura.
            A limusine deixara o avô de Bárbara perto de sua casa, já havia amanhecido, subiu rápido as escadas, enfiou-se debaixo das cobertas, começou os seus fingidos tremores e gemidos de dor, enquanto chamava Sosô:
_ Meu chá e meu remédio.
Sosô trouxe o chá e o remédio. Quando ela saiu, ele tomou o chá, e jogou o remédio no vaso sanitário e deu descarga, como fazia todos os dias e noites. Deu uma sonora gargalhada ao lembrar-se de Bárbara, aquela tonta, deixara o trabalho, e cuidava dele com tanto amor, divertiu-se ao pensar... (Mal sabe ela o que está por vir...).
            Enquanto isso Bárbara, acordava no prédio abandonado, assustada olhou ligeiro para sua mão, mas ficou aliviada ao ver a maleta e constatar que todo o dinheiro ainda estava ali. Faminta, precisava comer alguma coisa, olhou na sua carteira (jamais gastaria o dinheiro do tratamento do seu avô), havia R$ 50,00 reais, caminhou algumas quadras parou em uma banca de quitutes, comprou um sanduiche de presunto e um café com leite, que no total dera R$ 9,50 reais. Mas ainda ela pensava: “Preciso de um banho”, achou um hotel barato onde a limpeza não era uma das melhores qualidades e se hospedou. Precisava bolar um plano para salvar a vida de seu avô.

Capítulo 2 – A Governanta

            Sosô, agora na cozinha, preparava o almoço, pensava em Bernardo: “velho ingrato, nada nunca está bom, e agora ainda fica moribundo para eu ter que cuidar”. Foi fundo em seus pensamentos e lembrou-se do passado, da época em que fora amante do avô de Bárbara, tempos de luxo, ele lhe dava muito dinheiro, não a mereca que pagava agora, que ele achava muito.
            Lamentava-se por Bernardo não ter escolhido ela, ao invés da avó de Bárbara, e lembrou-se do seu plano perfeito executado há 20 anos, quando pagara um criminoso para sabotar o carro em que a mãe e avó da netinha querida, ria-se ela relembrando como tinha arquitetado tudo com perfeição. Nunca, ninguém descobriu que o acidente de carro foi sabotagem.
            Mas, o plano de Sosô havia falhado em um aspecto, Bernardo não ficara com ela após a morte das duas, ele tinha se concentrado em esbanjar o seu dinheiro com várias mulheres, luxo, e a mantivera como governanta e o que a amargurava por dentro, deixara de procurá-la como mulher. Isso a consumia de ódio por dentro, ainda mais agora que ele estava velho e com uma doença avançada. Não entendia o amor da neta aquele avô doente e moribundo, resmungava sempre, aliás, ela odiava Bárbara, arrependia-se de não ter dado um fim nela no passado.
            Agora, Sosô matutava, porque aquele velho mandara Bárbara procurar o agiota mais perigoso e cruel da cidade, tarde da noite. Dinheiro sem dúvidas. Mas, por que mandar a neta que ele amava tanto a uma missão tão perigosa? Sosô ainda resmungou baixinho:
_Pensam que eu sou boba, eu tudo ouço, tudo vejo e tudo sei dessa casa.
            O que ninguém suspeitava é que a governanta tinha um plano novamente, ainda preparando o almoço ela imaginava, farei esse velho assinar um testamento deixando a casa para mim e colocarei a culpa em Bárbara. Mas, onde, estava Bárbara? Porque demorava tanto para voltar? Alguma coisa tinha acontecido? Precisava da netinha querida na casa, para que seu planejamento desse certo. De repente, cheiro de queimado, queimou a comida.
_ Droga, vou ter que ouvir aquele velho moribundo resmungar da comida. Em pensar que no passado me pagava jantares luxuosos me prometendo tirar dessa vida de governanta. Ah, ele vai pagar. E sorriu, diabolicamente.
Capítulo 3 O hotel

            Bárbara entrou no quarto do hotel, sentou-se na cama e antes de tomar banho, pensou: “Vou ligar para o vovô, preciso contar o que aconteceu, e que consegui o dinheiro, será que meu vozinho querido suporta tantas emoções?”
            Pegou o celular que seu avô lhe dera e efetuou a ligação:
_ Alô?
_Alô? Atendeu Sosô mal humorada.
Bárbara teve um calafrio e pediu:
_ Quero falar com o vovô.
_ Só um momento, querida.
Sosô, subia as escadas levando o telefone sem fio, para Bernardo, louca para ouvir a conversa. Bateu na porta e entrou no quarto.
_ Bernardo, telefone.
_Quem é? Perguntou ele com a voz rouca?
_Sua neta. Disse Sosô.
_Passa logo o telefone, e saia do quarto. Ele falou em voz áspera.
_ Alô, vovô? Como o senhor está?
- Alô, querida. Muito mal, cada dia pior. Por que ainda não voltou para casa?
Bárbara descrevera em detalhes tudo que havia acontecido, a conversa com o agiota, o surgimento dos caras mascarados, a noite no prédio abandonado, o pouco dinheiro que tinha na carteira e que agora se encontrava em um hotel barato, do outro lado da cidade e que pensava se seria seguro voltar para casa com aquela maleta.
O avô de Bárbara ria-se por dentro ao ouvir o relato da neta, ainda enfatizou para ela: “Não importa o que aconteça, não gaste o dinheiro da maleta, você sabe querida, eu estou gravemente enfermo e só posso contar com sua ajuda”. Bernardo orientou-a para que desse um jeito de voltar para casa, com a maleta de dinheiro.
Bárbara disse.
- Está bem vovô. Fica com Deus.
- Amém. Respondeu o mais amoroso dos vovôs.
E desligaram.
            Sosô, atrás da porta, ouvia parte da conversa.
            Bárbara finalmente foi tomar o banho que ansiava, mas pensava: “De que adianta banho, se vou ter que por a mesma roupa?”. Ligou o chuveiro, ensaboou os cabelos com o pequeno vidro de shampoo baratinho que estava ali na janelinha do banheiro. Sempre de olho na maleta.
            De repente, um chute na porta, eram os caras mascarados novamente atrás da maleta, um deles disse:
_ Chuveiro, ela está no banho.
_ Ótimo, vamos poder brincar um pouquinho, gargalhou o outro.
            Bárbara que havia escutado o chute na porta e deduzido que eram os caras mascarados, pensava em uma saída, quando viu outra janela no banheiro, em um nível mais alto da parede. Precisava pensar rápido, se enrolou na toalha, subiu em um banco de madeira que estava ali, sua altura de 1,70 já ajudava um bocado, não sem antes pegar a maleta e o celular, saltar de uma altura de uns três metros e sair correndo de toalha, com shampoo nos cabelos, com a maleta de dinheiro e o celular nas mãos, correndo sem parar em uma fuga que ia do completo desespero a adrenalina total.

Capítulo 4 Em busca de ajuda

            Bárbara estava com os pés sangrando, com os joelhos ralados e mancando, quando percebeu que também havia machucado o pé esquerdo. A essas alturas estava longe do hotel, com a maleta de dinheiro e com o celular, enrolada em uma toalha. Com dificuldades para andar e com muita dor, parou para olhar onde estava, cansada de correr muito e com medo, reparou que estava em um bairro humilde e calmo.
            Pensou: “Preciso de roupas. Mas a quem vou recorrer aqui?”. Foi quando viu um varal de uma casa com algumas roupas penduradas, Bárbara que nunca sequer roubara sequer um doce, pensou: “vou pegar, comprarei roupas novas para essa família quando tudo acabar”. Ela pulou o pequeno muro, pegou uma calça e uma camisa, se vestiu atrás da casinha do cachorro, que por sorte não estava ali no momento, ninguém apareceu do lado de fora da casa, o que para Bárbara fora um grande alívio.
            Pulou o muro novamente, procurou alguma placa de rua para saber onde estava e decidiu efetuar uma ligação, para alguém que ela havia jurado ter cortado relações, mas estava desesperada.
-Alô. Disse Bárbara.
- Fala docinho. Respondeu Júlio ex-namorado de Bárbara ao reconhecer sua voz.
-Preciso de ajuda. Não posso dar detalhes por telefone. Por favor, você pode vir me buscar na rua das camélias, nº 100.
Júlio deu um longo gole na garrafa de whiski e respondeu.
-Claro, meu bem. (Com a voz um tanto já embriagada, era a terceira garrafa que ele dava conta.). Em um momento de clareza, pensou porque será que ela havia procurado por ele agora, ela que havia jurado nunca mais falar com ele.
            Pegou a chave do seu corsel, entrou no carro e foi em direção ao endereço, dirigindo de forma perigosa. Chegando lá, foi de encontro a Bárbara, querendo beijá-la sem nem reparar no estado deplorável que ela se encontrava. Bárbara o afastou e pediu que ele a levasse para casa dele. Precisava da caixinha de primeiros socorros e colocar o pé no lugar. Foi quando ele perguntou:
- O que tem na maleta?
Bárbara sabendo do caráter interesseiro do ex-namorado pensou rápido;
- Medicamentos para o meu avô.
Júlio fez de conta que se convenceu e a levou para casa dele. Pegou a caixinha de primeiros socorros e entregou a ela. Bárbara começou a tratar os seus ferimentos e o que era mais difícil colocar seu pé esquerdo de novo no lugar, ajeitou o pé, fez um movimento, deu um berro e o pé estava de novo no lugar. Bárbara tomou um longo banho, parecia querer se livrar das últimas experiências.
Júlio queria explicações e apesar de embriagado estava disposto a saber o que tinha naquela maleta.
Bárbara estava faminta e disse a Júlio que estava com fome, por ironia do destino ele lhe preparou um sanduíche de presunto e um café com leite. De repente, ela começou-se a sentir uma tontura, uma náusea e uma sonolência estranha, não conseguia manter os olhos abertos e capotou no sofá.
Júlio foi correndo abrir a maleta, ficou boquiaberto quando descobriu que havia um milhão de dólares na maleta, em notas altas. Pensou que tinha sido uma boa ideia ter colocado um sonífero extremamente forte no café com leite de sua ex-namorada, afinal ela sempre fora uma tonta mesmo. Pegara o sonífero que colocava no café da irmã dele nos dias de pagamento. Ele sempre roubara dinheiro da irmã, aproveitava do fato dela trabalhar em uma multinacional e sofrer com crises de transtorno de bipolaridade.
Pensava como Bárbara tinta tanto dinheiro? Mas isso não tinha mais importância agora. Ele já sabia aonde ir. Ele iria fazer multiplicar aquele dinheiro, já estava mais consciente, pois o efeito da bebida já estava passando, pegou seu corsel e partiu rumo ao cassino mais famoso da cidade. Aquela seria sua noite de brilhar.


Capítulo 5 O telefonema

O avô de Bárbara estava sozinho no quarto, pegou o celular, mas antes de efetuar a ligação abriu a porta e espiou para garantir-se que a governanta não estava por ali, aquela velha mal amada, pensou ele ao dar uma risadinha. Voltando para o quarto, realizou uma ligação:
-Alô?. Disse Bernardo.
-Alô. Respondeu a voz misteriosa.
- Como vão nossos negócios? Perguntou energético o avô de Bárbara
- As pessoas já pegaram o dinheiro. Ambas já viraram presunto. Gargalhou a pessoa do mal.
Sosô, que aparecera por ali naquele momento, escutava parte da conversa do lado de fora do quarto, muito surpresa e pensativa. Tinha que executar seu plano logo, dar um fim no velho moribundo, não tão moribundo assim, ela refletiu.
Satisfeito, Bernardo sabia que mais dinheiro iria para sua conta no exterior. Ninguém podia saber que ele era um homem muito rico, que se passava de coitado e doente para a neta e para a governanta. Bernardo fora longe em seus pensamentos, logo sua netinha iria para cova. Odiava-a, por ela não ser sangue do seu sangue, ser sua neta adotiva, ficara feliz que a filha, aquela mulher que não podia ter lhe dado um neto de verdade, tivesse sofrido um acidente fatal há muitos anos.
A maldade do avô de Bárbara não tinha limites.
Sosô odiava o tratamento que recebia do avô de Bárbara e decidiu aquela noite que começaria sua vingança aos poucos, decidiu que antes de mata-lo ia se divertir um pouco. Foi para a cozinha, preparou um delicioso manjar de maracujá, sobremesa preferida de Bernardo, mas acrescentou um ingrediente a mais, um poderoso laxante. Queria que Bernardo tivesse uma forte dor de barriga por algumas horas, pois queria revistar o quarto.
Sosô, foi até o quarto, serviu o manjar. Não demorou muito para o laxante fazer efeito. Bernardo se trancou no banheiro do quarto. Foi então que ela silenciosamente, começou a revirar o quarto, queria descobrir os segredos de Bernardo, foi quando atentou-se para o enorme quadro que continha a foto da esposa do avô de Bárbara. O quadro ficava um pouco acima da cabeceira da cama, decidiu mover o quadro, como ela era uma pessoa forte, não teve dificuldades.
Sosô descobriu um cofre na parede. Agora sua próxima missão era descobrir a senha.
Já havia passado algumas horas, quando ela ouviu um clique na porta, colocou o quadro de volta no lugar, e saiu correndo do quarto. Mas, o restante do quarto, continuava desarrumado.
Bernardo, muito suado foi deitar na cama. Porém ele estava desconfiado. Gritou por Sosô. Questionou-a se ela não havia colocado algo na sobremesa. Ela garantiu, que talvez tivesse apenas colocado em excesso o maracujá.
Quando ela saiu, Bernardo não se convenceu, a governanta deveria estar querendo alguma coisa. Será que ela sabia do dinheiro? Ele ficou pensativo, agora havia dois alvos a ser eliminados.
Mal sabia ele, que enquanto isso, Sosô, gargalhava na cozinha, sobre o plano que havia acabado de executar e da descoberta que fizera. Se o velho moribundo, escondia dinheiro ela ia roubar tudo dele, depois mata-lo e deixar a netinha sem nada, porque ela que servira aquela casa, que merecia a luxuosa casa e todo o dinheiro do velho.


Capítulo 6 O bonitão
            Naquela noite de folga de seu trabalho, ele decidiu que iria jogar, fazer algum otário perder muito dinheiro no cassino. Bento, odiava seu primeiro nome, José e o pior que o chamassem de José Bento. Era só Bento, o nome que lhe fazia feliz.
            Colocou sua melhor camisa polo azul, uma calça social preta e sapatos sociais pretos. Queria estar bonitão, quem sabe assim beijava alguma mulher bonita enquanto fazia suas artimanhas no jogo. Algo dizia que ele iria ganhar muito dinheiro aquela noite.
            Jogar era um de seus hobbies preferidos, diferente de seu trabalho em que ele tinha que ser sério e concentrado, naquela semana ele estava em uma missão difícil, estava precisando de um pouco de sorte para resolver aquele problema, pois só trabalho duro não estava dando conta.
            Bento, pegou sua caminhonete S10 e dirigiu em direção ao cassino. Chegando lá primeiro pediu uma bebia para apreciar o ambiente, cantou algumas mulheres como era de seu costume, foi quando ele viu um homem nervoso com uma maleta entrar no cassino.
            O homem era Júlio, ex-namorado de Bárbara, que havia a drogado e fugido com a maleta, estava disposto a quadriplicar aquele dinheiro, ele seria muito, muito rico, não aquele idiota que todos pensavam que ele era. Dirigiu-se a uma mesa de Pôquer.
            Bento que observou o nervosismo daquele homem, pensou está aí o otário da noite e também foi para a mesa de pôquer com as estratégias previamente definidas. Esse otário será depenado, pensava ele, que gostava de ganhar grana alta nas noites de folga. Ah, se os colegas de trabalho soubessem o que ele fazia nas folgas, seria o fim de sua carreira profissional.
            Estava formada a mesa de pôquer, começara o jogo, Júlio apostava alto nas jogadas, ele tinha uma pequena experiência como jogador, das vezes em que fora ao cassino com o dinheiro que roubara da irmã. Bento, deixou ele ganhar confiança, deixando-o ganhar algumas partidas, até que propôs um valor relativamente alto. Os olhos de Júlio brilharam. Mas, na cartada final, ele perdera todo o dinheiro da maleta de Bárbara.
            Júlio ficou nervoso e quis arrumar confusão, quis partir para cima de Bento, que o golpeou no olho direito, deixando o olho completamente roxo, e o jogou-o para fora do cassino. Bento, com uma maleta cheia de dinheiro foi se servir de outra bebida, estava satisfeito, naquela noite faturava o que mesmo que trabalhasse a vida toda não conseguiria aquele valor.
            Eram quatro da manhã, quando Bárbara com muita dificuldade conseguiu abrir os olhos, o sonífero não tinha sido em dose suficiente para apaga-la por toda a noite. Acordou, muito mal, e depois que recobrou a consciência, após uma meia hora, reparou que nem a maleta, nem Júlio estavam ali. Desesperada lembrou-se do vício do ex-namorado em jogos de azar e deduziu que ele havia ido ao cassino.
            Como suspeitava o corsel não estava na garagem, por azar a moto dele também não estava ali. Verificou se estava tudo bem com o pé esquerdo e decidiu que correria quinze quilômetros em direção ao cassino. Ela não sabia se Júlio ainda estava com a maleta, mas estava disposta a fazer de tudo para recuperar a maleta e salvar a vida do seu vozinho doente.
            Depois de uma corrida exaustiva, e encharcada de suor, Bárbara chegara ao cassino as cinco da manhã. Encontrou Júlio com o olho roxo, chorando do lado de fora, se lamentando, questionou sobre a maleta e então ele lhe contou que havia perdido no jogo todo o dinheiro para um tal de Bento.
            Desesperada, ela entrou no cassino, disposta a recuperar o dinheiro, quando viu Bento rodeado de mulheres e com a maleta na mão. Foi quando Bárbara teve uma crise de choro muito intensa, aquela sina de tentar entregar a maleta para o seu avô, fugir de caras mascarados, se machucar e por último aquela corrida exaustiva de quinze quilômetros, não aguentava mais aquela sina e chorava copiosamente.
            Bento virou-se para olhar aquela mulher com a blusa encharcada de suor e com os cabelos desarrumados, mesmo ela estando naquele estado deplorável, ele a achou uma linda mulher, foi em sua direção, falou com ela calmamente tentando acalmá-la e perguntou o motivo de seu choro. Bárbara foi parando de chorar aos poucos e decidiu contar toda a sua história aquele estranho que estava com a sua maleta.
            Bento, ficou estupefato, mal podia acreditar de quem aquela linda mulher era neta, sua missão estava ficando mais fácil, viu que ela seria uma peça importante para que ele pudesse realizar o seu trabalho. Então, propôs que ela jogasse uma partida de pôquer com ele, se ela ganhasse, poderia ficar com a maleta de dinheiro. Bárbara não sabia jogar, mas era sua única chance, mas para sua surpresa Bento deixou que ela ganhasse a partida. Bento, entregou a maleta a ela com uma condição, queria acompanha-la a casa de seu avô e conhece-lo.

Capítulo 7 Na casa do vovô
           
            Júlio que estava do lado de fora do cassino e que havia levado um soco no olho direito de Bento, levantou-se, foi até o seu corcel e partiu em direção a sua casa completamente abalado e transtornado. Aquela tinha sido uma noite horrível.
            Eram já 7 horas da manhã, quando Bento saiu do cassino com Bárbara, meu deus como aquela mulher desengonçada era linda. Não conseguia tirar os olhos dela. Mas pensou, foco no trabalho. Não estou aqui para me apaixonar.
            Bento propôs que fossem em uma padaria tomar café, Bárbara aceitou, a corrida de 15 quilômetros tinha acabado com suas forças. Após a padaria ele a levou para casa, sugeriu que ela tomasse um banho quente, e lhe deu roupas novas. Ele tinha muitas roupas de mulher em casa. Galanteador como era, vivia dando presentes para as mulheres que trazia em casa, como roupas, joias e perfumes.
            Finalmente partiram em direção a casa do vovo. Bárbara sorria, estava com a maleta, finalmente pagaria o tratamento do seu querido avô. Bento, só pensava em como seria conhecer Bernardo Serra, um homem que havia sido muito rico e poderoso no passado. Afinal tudo contava muito para o seu trabalho, estava ali a trabalho e não podia se esquecer disso.
            Chegaram na antiga casa luxuosa. Sosô  foi atender a porta. Ficou incrivelmente desapontada que Bárbara estava acompanhada, isso dificultaria seus planos. Bárbara, como o seu avô estava muito enfermo quis conversar com ele a sós primeiro no quarto. Bárbara entrou no quarto e deu um grande abraço em seu avô, que fingiu retribuir. Pediu a quem ela devia entregar a maleta, a que médico, ou depositar em uma conta. Seu avô disse que ficaria com a maleta e entregaria pessoalmente para o médico. Como sempre, Bárbara não desconfiou de nada.
            Bárbara, então comentou sobre Bento e contou toda a história do cassino para Bernardo. Ele topou conhecer Bento, experiente como era ficou muito desconfiado, já tinha um palpite sobre quem era esse tal de Bento. Por enquanto ele ia ter que bancar o avô amoroso.
            Bento, foi chamado ao quarto de Bernardo, que fingiu estar extremamente mal. Bento não acreditou nem um minuto que aquela doença fosse verdadeira, seus extintos diziam que aquele velho escondia muita coisa. Precisava de uma desculpa para passar a noite ali.
            De repente, Bento fingiu desmaiar. Bárbara foi logo verificando pressão, parecia estar tudo normal, pediu a governanta que o levassem para o quarto de hóspedes. Depois de um tempo, Bento acordou e disse que havia passado mal e que não tinha condições para dirigir.
            Bárbara não sabia dizer não para aquele homem tão bruto e sedutor ao mesmo tempo. A investigação de Bento estava apenas no começo. Queria saber todos os podres daquela família, e iria pesquisar a fundo aquela governanta esquisita e Bárbara por mais linda que fosse, também fazia parte do seu trabalho. O trabalho em primeiro lugar.

Capítulo 8 A noite estranha de Bárbara

Bárbara tinha depressão. Doença, que com muito custo ela escondia de tudo e de todos. Era hora de dormir. Foi então, que lembrou-se de tomar o antidepressivo, na hora de tomar o remédio ficou confusa com o outro de ansiedade e tomou dois comprimidos do antidepressivo de dose 150mg.
Pegou no sono, então acordou-se sentindo muito mal, olhou para a caixa do antidepressivo, havia tomado a caixa inteira. Meio tonta, mas ainda raciocinando um pouco se lembrou que superdose desse tipo de remédio, pode levar a vítima a cometer suicídio. Desesperada, primeiro veio as náuseas, depois os vômitos, acabou vomitando ali no quarto mesmo. E então sua capacidade motora começou a ser atingida. Exausta, queria pedir ajuda, gritava por socorro, mas a voz não saía.
Bento acordou no meio da noite, e pensou: vou dar uma olhada no corredor. Ao passar pelo quarto de Bárbara viu a luz acesa. Bateu na porta, Bárbara não respondeu. Resolveu entrar, viu a caixa de remédios no chão, os vômitos pelo quarto e ela desmaiada em outro canto do quarto.
Ficou assombrado, de repente, percebeu que se importava de verdade com aquela mulher. Pegou-a no colo rapidamente, a colocou no carro e foi dirigindo feito um louco para o hospital mais próximo. No caminho, o pensamento de Bento aflorava: Por que a Bárbara tomou uma caixa inteira de antidepressivos? Então ela tinha depressão ou algum outro tipo de transtorno? Quais seriam as consequências daquela superdose?
No hospital, levaram Bárbara para fazer uma lavagem estomacal. Bento, de repente lembrou-se que nesses casos, deveria ter ligado para o serviço de intoxicação. Pelo menos, ele tinha junto, a embalagem e o frasco do remédio. Pensava ele, que ela estava aguentando uma verdadeira barra, e que talvez tudo que ela fizesse para ajudar seu avô fosse em vão, pois parecia que o avô de Bárbara tinha construído um “castelo” em cima de mentiras, que faziam as pessoas pensar: Pobre desse velhinho doente.
Aos poucos Bárbara foi voltando a si. Era necessário que ela passasse a noite em observação. Na manhã seguinte, acordou com Bento, olhando-a fixamente. Sentiu-se constrangida e pediu, por favor, que ele não contasse nada do que tinha acontecido a ninguém. Bárbara, então revelou que desde que tirara licença do trabalho de enfermagem, para cuidar do avô doente, sofria de crises depressivas muito intensas, e que na noite anterior, apesar de ter conseguido o dinheiro para o seu avô, bateu um desespero tão grande, que ela tomou todos os remédios do frasco de antidepressivo.
Ela também disse que estava difícil ficar longe do trabalho, pois ela amava cuidar das pessoas. Bárbara e Bento foram se conectando em uma ligação cada vez mais profunda, havia muito sentimento, carinho, reciprocidade entre os dois. E por parte, dela já havia um pouco de amor. Foi então, que Bento foi se aproximando cada vez mais dos lábios de Bárbara.
Nesse momento, Júlio ex-namorado de Bárbara chegou.


 CONTINUA...





quinta-feira, 8 de março de 2018

Mulher






















Hoje é o Seu dia!
Seu dia
Deve ser todos os dias
Mulher
Que gera a vida
Que trabalha em tripla jornada
Que ganha menos
Que sofre assédio nas ruas
Mulher vive a tua luta diária
Nada vai tirar o seu brilho
A sua força
O seu esplendor
Ser mulher é viver em luta
Todos os dias


quarta-feira, 7 de março de 2018

Ah! O café!





Pode ser puro
Ou então com leite;
Ao acordar
Numa pausa durante os estudos
Junto com um pãozinho
Com manteiga
Que delícia!
As maravilhas que se pode
Fazer com o café:
Bolo de café
Pudim de café
Bolacha de café
Ele também
Une as famílias
Na mesa
Café uma das maravilhas
Da nossa Existência